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Figueira Velha
Pedrinha

I
 
II

Eram as duas árvores frondosas
Que guardavam a entrada da cidade
Eram seus galhos, asas verdejantes
A sombra amiga para a mocidade.

A passarada ali fazia ninhos
E a cigarrra, o estrídulo final
E os pirilampos eram como estrêlas
De uma eterna noite de Natal.

Veio o progresso de cimento armado
E n'um instante um luzido machado
Deitou por terra uma árvore, a fim
de, coroando o êxito do asfalto
Fazer-lhes a sepultura de capim.

 

Aves assustadas esvoaçaram
Parasitas bravias ao chão rolaram
Bordando de folhagem todo o chão
Uma só árvore, ficou; mas tão saudosa

Como ferida em pleno coração
Gentes fieram, gentes que se foram
Sempre tiveram sua sombra. E agora
Emoldurando a vista da montanha
Só uma fecha o painel a que decora.

Árvore amiga; diz a velha Igreja
Estou tão triste pois te vi nascer
N'uma saudade os sinos vão batendo
E afigueira, espetada e triste
Vai aos poucos caindo... vai morrendo...

 
 
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